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Este é mais um site para unir os angolanos em toda a parte do mundo sem excepçao. É um site a favor da democracia, da informação, do conhecimento e daqueles que pretendem construir uma Angola melhor de Cabinda ao Cunene. Viva Angola!



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Veja os últimos 5 tópicos:

O País das Aranhas XXXIV ---->


Uma Carta mal Endereçada

Uma Constituição é uma coisa séria, pelo menos eu aprendi assim ( mesmo não sendo Constitucionalista), é algo que defini a vida de uma nação inteira. A Constituição de um país não pode ser um ato de invenção presunçosa com a mania que caracteriza os sábios, os líderes de qualquer país ou grupo, ou organização, pior ainda se tivermos em conta que vivemos num mundo moderno e civilizado, onde o papel de um povo é a função mais importante para se construir uma democracia; onde o papel de um povo, quando se tem em conta, da a idéia do nível de respeito que se tem ao próximo e a nação inteira.

A Constituição, sua discussão, formulação e aprovação começam-se tendo em conta o estado emocional de toda uma comunidade, povo ou nação. É um ato que exige repouso, calma, razão, um alto grau de ponderação de todos, o estado mais baixo de energia de todos para se tomar as melhores decisões possíveis. Já que não estamos em período de convulsão social. E só não se dá por conta disso o “Constitucionalista” que ainda sonha em ser tal profissional e longe de adquirir esse mesmo nível acadêmico, descobre-se que é um estudante de nível fundamental ingênuo no seu sonho acadêmico e nas suas deduções.

O CAN é uma festa nacional que produz comoção para além do normal em milhões de pessoas. Ou seja, o estado de espírito provocado por uma festa de futebol, onde Angola como país anfitrião tem a missão de mostrar e ganhar, não pode ser visto e aceito como um estado normal. E muito menos para se aprovar uma Constituição. Não é mesmo nem normal para se falar de política, principalmente quando se acredita que o MPLA é um partido poderoso influente, tem o dinheiro que tem e os recursos humanos que tem, tanto nacional e até colaboradores estrangeiros. Se essa turma não se deu por conta do erro, não é porque estamos diante de um fenômeno de ignorância coletiva e generalizada, mas, sim, de um fenômeno escandalosamente de má fé. Está má fé que é provocada, sim, pela arrogância dos vitoriosos; daqueles que acreditam que estão em melhores circunstâncias e posição e que nada lhes falta.

Diriam muitos, mas o MPLA tem mesmo a maioria, de qualquer forma iria impor o seu critério político. Eu concordo! Mas respeito é respeito, principalmente quando se tem a maioria; norma é norma e princípios são princípios duas coisas juntas que caracterizam o grau de civismo de uma sociedade, seus dirigentes e um povo – o quão longe ou perto estes estão afastados da barbárie. O comprimento das normas e os princípios, inicialmente estabelecidos, ou até os novos que vão surgindo, devem ser os instrumentos a serem usados com o objetivo de se harmonizar as relações humanas numa sociedade ainda ferida pela guerra, num continente que leva a fama de matar qualquer iniciativa política cívica que ajudaria no desenvolvimento de seus povos e nações e harmonização. Não se pode cantar vitória diante dessas dificuldades: Cabinda é um exemplo.

Não é o CAN, não são as duvidosas boas intenções do Camarada Presidente, dos elementos que militam no Comitê Central ou Bureau Político do partido da situação e o poder destes que darão uma Constituição a altura desse povo para manter a paz e reconstruirmos o país. A prova está aí, o poder do MPLA, indiscutível, não fez com que a constituição, que agora temos pudesse ser considerada duvidosa, talvez uma das piores do mundo. E nem evitou que os terroristas da Flec fizessem a sua parte encomendada pelo diabo.

O que torna pior essa constituição é a invenção que ninguém entende e os poderes excessivos e aberrantes que o Senhor Camarada Presidente tem. Nem a Rainha da Inglaterra dentro do seu palácio tem tanto poder assim, quanto o atual e o futuro Presidente de Angola dentro do território nacional. Pelos poderes do Presidente de Angola, até os nossos empregos na iniciativa privada estão em perigo. Quem é que vai dar, por exemplo, emprego a um intelectual ou formador de opinião, que vive criticando os atos do governo; que pretende trabalhar para uma instituição privada de onde um juiz, um ministro do governo ou até um Deputado da Assembléia Legislativa ( do Partido no Poder) e que tenha interresses nessa mesma instituição privada? Quando se sabe que todos esses sujeitos, seus cargos, direta ou indiretamente, dependem do Sr. Camarada Presidente. O que torna pior essa Constituição são as tremendas dúvidas que ela gera, começando por uma suposta invenção: Presidencialismo-Parlamentarismo.

A Constituição não ajuda a combater a corrupção, ao contrário, da margem a que as coisas continuem do jeito que estão.

A corrupção, o combate a ela, deveria ser a política de estado e dos futuros governos angolanos. A atual constituição, simplesmente, fecha os olhos a isso quando outorga poderes excessivos a um atual presidente corrupto e a todos os que vierem depois dele. A atual Constituição esquece-se de que toda acusação ou suspeita de mal uso do erário público deve ser provado. A atual Constituição não da brecha nem permite que essas supostas provas possam ser buscadas e alcançadas. Quem é que vai apontar o seu dedo acusador a um Presidente da República quando sabe que o cargo que ocupa só depende dá boa ou má decisão do seu chefe; quando se sabe que esses cargos podem ser preenchidos com parentes e amigos; quando se sabe que a decisão de se ocupar tal ou qual cargo é um instrumento de manipulação contra o cidadão para se ter mais poder e influência e ser bajulado como se é no atual momento. Quem não faria o uso da bajulação para se chegar a tal cargo? Quem é que pode vir ao público provar que no mínimo existe uma passagem na Constituição que coíbe isso ou ajuda a combater tais práticas?

A estabilidade dos Estados e das nações africanas não consiste em dar segurança aos governantes, simplesmente, como sugeriu um constitucionalista que prefiro não mencionar o nome. Mesmo porque segurança para estes é o que melhor os Estados africanos sabem fazer –dar segurança aos corruptos.

Segurança para qualquer nação é criar mecanismo que combatam a corrupção, que é uma maneira também de se fazer justiça. Combater a corrupção evita o ódio gerado pelo tribalismo, o racismo, o revanchismo e o revisionismo. É esse revisionismo e revanchismo que faz com que grupos políticos na pele da oposição proponham a mudança dos símbolos pátrios, por exemplo, – eu me oponho a isso! É esse tribalismo e racismo que manifesta toda a desconfiança entre os angolanos, gerando até a teoria do suposto neo-colonialismo doméstico –oportunismo dos diferentes grupos políticos, mas que pode levar ao desastre. É essa corrupção que faz com que se interprete mal a posição do Povo com a posição do Estado. E fazendo com que a UNITA, partido na oposição, agora, por impressionante que seja, aparentemente, tenha um discurso melhor que o tradicional discurso que o MPLA teve em defesa do Povo.

Quem vai se convencer, a estas alturas, que o Estado como proprietário da Terra, a Terra estará melhor protegida em benefício de todos e da nação? Quando já se sabe, sem dúvidas e sem constrangimentos, que nosso Estado, o Estado que o MPLA dirige, é um Estado corrupto.

Quem vai entrar aqui para convencer as pessoas -e ser convencido? E dizer que se a propriedade da Terra for do povo estaremos vendendo a nação aos estrangeiros. Já que dependendo da situação de cada um no país eles também serão parte desse povo. Se o próprio Estado de maneira corrupta e passando em cima das leis além de simplesmente dar privilégio aos grupos nacionais já vive vendendo parte desse patrimônio aos estrangeiros. A prova disso é o grupo de empresários israelense que na problemática província de Cabinda andaram gabando-se do potencial econômico que têm para comprar terras naquela província com o apoio de generais e até supostamente do gabinete da presidência. Sendo isso boato ou não é o tipo de evidência que já acontece na vida nacional: o empresário estrangeiro que chega ostentando o seu poder econômico corrompe os nacionais que deveriam seguir as leis e as regras. Moral da história, aquele usa o seu poder para adquirir o que quiser nesse país. E isso, sem provas ou não, não pode ser visto como uma simples idéia especulativa. É fato que pode ser comprovado se alguém por aí ainda achar que o tolerância zero está valendo.

Passaram-se os tempos em Angola em que a luta de classe simplesmente era camuflada pelo eterno conflito MPLA-UNITA. Estes representando os interesses da burguesia internacional e os ex-colonialistas portugueses, aqueles uma suposta classe de pessoas humildes vítimas do colonialismo europeu.

Não se trata aqui de estar contra ou a favor de tal ou qual organização, que para muitos essa dupla é a desgraça da política angolana. E nada impede que os angolanos usem a sua criatividade para criar algo que se encaixe na sua realidade político e social. Principalmente para criar mecanismos que evitem a tradicional luta, MPLA e UNITA. A Constituição atual não evita isso, se impõe de maneira presunçosa e arrogante, dando poderes excessivo, não ao MPLA –que era quem merecia-, mas ao seu líder; um dirigente que transformou, na cara de todos, e com a de pau, o Estado Angolano em um Estado-Família; no Estado de parentes e amigos ou quanto mais no Estado dos Camaradas. Isso tem criado pela força das circunstâncias políticas uma classe reacionária e indiferente aos problemas da nação Angolana, uma classe de invejados por estarem no lugar certo e no momento certo ( 30 anos no poder)– como eles mesmo têm dito; uma classe cínica na hora de encarar os problemas sociais que a sociedade angolana enfrenta. Confundindo sua situação social com a de milhões de pessoas -a falta de tato e de sensibilidade retrata a cegueira, a ignorância e até da má educação dessa classe social dos privilegiados.

Adicionando nisso, que o poder nesse país e a classe que os representa transformaram ( mesmo com a suposta democracia) qualquer crítica ao Estado e aos Governantes que aí estão em crime de lesa pátria; a Constituição Presidencialista-Parlamentarista –a invenção dos sábios Angolanos- não evita isso. Por onde é que essa Constituição começa executando o Tolerância Zero? Que liberdade ela dá a Imprensa incluindo ao serviçal Jornal de Angola e os sistemas de comunicação pública, TPA e RNA!? Que deveriam se transformar em autarquias evitando assim que um tal Presidente da República, dês-conformado, rancoroso e odioso, ponha em chegue o emprego de seus funcionários porque andaram engraçando-se com algum ministro ladrão que tem o rabo amarrado com o poder ou até com o Presidente da República?

E não só os profissionais da imprensa deveriam estar protegidos dos Ministros arrogantes e de um presidente que tudo pode, tudo faz e sabe , até prever ações terroristas como os da FLEC, –navego agora sobre a barca da ironia. Já que tem todo o aparelho do Estado ao seu controle. Um homem só com tudo que tem e pode fazer deveria dar conta de tudo e controlar todos, até os nossos empregos. Não é assim? Chega de ironia. Essa Constituição aí deveria contemplar em suas passagens a chamada autonomia institucional e se necessário com o controle da Assembléia Legislativa e fiscalizada e aprovado pelo morto do Poder Judiciário – eu não consigo me livrar das ironias.

Num processo democrático como nosso, caótico, duas alternativas são possíveis: ou MPLA governar por mais 5 anos e perder as próximas eleições ou então governar por mais trinta anos de maneira consecutiva ou não. Está Constituição, a meu ver, não protege o povo das ambições políticas de uma oposição compromissada em pagar sua dívida política com as diferentes seitas de mercenários e as multinacionais que andaram financiando a guerra. Igualmente, não protege a nação dos atuais corruptos que estão hoje no poder se banqueteando do patrimônio público.

Definitivamente a Constituição é uma Carta mal endereçada! Não é a Constituição que os Angolanos merecem!


Nelo de Carvalho, nelo6@msn.com
www.blog.comunidades.net/nelo
 

O País Das Aranhas XXXIII ---->


O Valor de Uma Opinião


Depois do terremoto no Haiti, pela comoção provocada, esperou-se qualquer tipo de apelação emocional. Desde a mais realísticas possível até a mais bíblica com o tom de desgraça encomendada pelos seus, onde sempre Jesus Cristo e o Senhor são os julgadores de todos ( que direito têm estes, hen!?). Principalmente quando os julgados, esses são pobres e miseráveis. E considera-se aqui ser o negro, o africano e os descendentes de uma raça escravizada ao longo de séculos.

O Cônsul Haitiano - na sua visível ignorância, que caracteriza esse tipo de gente por serem crentes- apelou a emoção seguinte: os Africanos, pela sua origem e destinos são amaldiçoados. É o tipo de opinião que foi estampada na internet como manchete. E não faltaram milhões de pessoas que possivelmente acreditaram na opinião do Cônsul; uns pelo dilema político de sempre: usar a condição sócio-política e cultural de povos e nações para justificar a política de racismo a que muitos são adeptos; outros, pela própria ignorância que como já dissemos caraterizada a esse tipo de gente, que não fazem nunca um esforço para pensar além de Cristo e do Senhor todo Poderoso. Esse é o caso do Pastor Evangélico conservador do Partido Republicano que foi mais além. E, simplesmente, disse: “Os Haitianos para se libertarem dos Franceses e vencer Napoleão Bonaparte fizeram um Pacto com o Diabo, por isso eles são atrasados e são castigados da maneira que todos nós vemos hoje”. Essa opinião de um sujeito louco, delirante, fanático por religião e subdesenvolvido teve, igualmente, boa acolhida pela internet.

Podemos dizer que a força de uma opinião não é dada pelo impulso, simplesmente, da boca de quem o pronuncia. Também, é um fruto da cultura e educação de quem a recebe. É essa cultura e educação que pode recepcionar com braços abertos ou não diversas opiniões que deambulam numa nação.

A opinião de que Angola não estava preparada para organizar o CAN praticamente está disseminada no meio da população Angolana, não é segredo, pelo menos entre os mais cultos. Mas por incrível que pareça são os mais cultos em Angola que menos querem escutar os outros; são os mais cultos e poderosos os mais arrogantes na hora de contrariarem algo que vá encontra aquilo que contraria sua opinião, ás vezes, desastrada e caótica. Essa é, por exemplo, a opinião de se fazer o CAN em Angola e se escolher Cabinda como uma das Províncias e não o Humbo, província na região central de Angola que melhor condições tinha para ser anfitriã da festa futebolística.

Nossa polêmica não enfatiza aqui qual das duas províncias estaria melhor preparada. Somos, simplesmente, de opinião de que Angola não estava e nem está preparada para organizar o CAN. E que essa festa foi um erro que alguém deveria pagar por ela, até os corruptos do Governo – já que estamos na era do Tolerância Zero. Um erro de abuso de poder e arrogância, de prepotência de quem está no poder e não aprendeu escutar seus adversários políticos, seus inimigos, seus amigos e seus companheiros de luta; quem sabe até a sua própria família, que se transformou em soberana, a corte e a monarquia que ostenta o maior luxoque esse continente hoje tem.

O CAN é um erro a ser pago. E com certeza quem já está pagando esse erro são todos os Angolanos de Cabinda ao Cunene. A primeira grande conseqüência do CAN consiste em dar protagonismo a FLEC. A segunda grande conseqüência, que é um verdadeiro pesadelo para todos nós que amamos esse país, com os limites geográficos que tem e a cultura riquíssima que tem, e que aprendemos amar o mesmo país e nação da forma que é, temos agora que reconhecer que Cabinda é um caso que deve ser resolvido diferente dos problemas de Angola. Eu, sinceramente, nunca concebi uma Angola sem Benguela, sem Uíge, sem Malange, sem as Lundas, sem o Cunene e o Kuando Kubango, e por aí vai. Da mesma forma que é muito difícil conceber Angola sem Cabinda. Isso já faz parte da minha desgraça!

É, verdadeiramente, um desastre como conseqüência da governação, da arrogância dos governantes desse país que teremos que pagar caro. Nunca, que se saiba futebol nenhum na fase da Terra, e muito menos o famigerado e desgraçado CAN, resolveu problema político e social algum na fase da Terra.

É bem feito! Vocês os Angolanos merecem a vossa incompetência. Merecem as pragas divinas que nunca deus nenhum lançou sobre os humanos, sobre corpo e alma nenhuma. Como os Palestinos e os Judeus, talvez vocês sejam os terceiros candidatos a transportarem por toda a eternidade o castigo divino que nunca povo nenhum teve a experiência de transportar. Vocês os Angolanos merecem continuar a orar, a acreditar, a glorificar essa turma de dirigentes políticos que vocês têm aí, enviada por castigo divino. É talvez, sim, o Pacto estabelecido pelos diferentes reis, que governaram essa região, com o Diabo que continua governando as mesmas regiões.

Um Governo e Estado de um país que não entende de Constituição e leis e que vive violando a mesma e as mesmas, quer organizar uma festa como o CAN . E usar a mesma festa para aprovar uma constituição, que quem está no poder é bem possível que nem ele mesmo acredite no efeito das leis, e que só tem como objetivo beneficiar quem já está governando, do jeito que se governa esse país.

Fizeram o CAN e querem aprovar o projeto C por que querem continuar a governar esse país da maneira que eles vêm governando até hoje com ares de arrogância e prepotência de uma turma de incompetentes, que está no poder há mais de trinta anos e que não cederia o poder nem com a destruição total do país. Essa é a pura e simples verdade dessa turma de governantes de oportunistas e egoístas. É uma pena que os terroristas e covardes da FLEC não entendem isso, e que todo terrorista prefere matar e ferir pessoas inocentes. Assim acontecia com os terroristas da UNITA que dizimaram mais de dois milhões de Angolanos, quase todos eles inocentes, por uma briga de poderes, entre MPLA e UNITA. O MPLA fez tudo para ganhar a guerra, porque tinha condições políticas e militar, está no poder de maneira egoísta e oportunistas, e vai continuar no mesmo poder dessa forma, por trinta ou quarenta anos mais – acredite quem quiser. Essa geração de opositores e a UNITA que aí estão jamais, e com toda razão, chegarão ao poder. E nisso não existe mais heroísmo ou ato glorificante para quem quer seja. O que existe mesmo é a opinião de que nós os governados continuaremos sendo um bando de desgraçados governados por incompetentes e egoístas.

É uma realidade e fato que carateriza a nossa desgraça e maldição: uma oposição incompetente desastrada e sem expressão e sem estrategia nenhuma, e quando tem, toda estrategia vem e é direcionada pela extrema direita portuguesa -não é atoa que hoje existem um monte de ex-agente da PIDE-DGS trabalhando dentro das instituições públicas e privadas angolanas; uma turma de governantes indiferentes, cínicos, cegos e oportunista, que se agarraram ao poder -furiosos e selvagens quando são contrariados; e por final, e agora, a FLEC, o movimento separatista compostos de desequilibrados mentais que estão aí para chamar atenção ao mundo inteiro.

É mais um erro, quando não se acredita na opinião pública, e quem está alem das tuas proximidades. Mais um erro que transforma Angola e os Angolanos no problema e na vergonha desse continente.

Nelo de Carvalho, nelo6@msn.com
www.blog.comunidades.net/nelo
 

O País das Aranhas XXXII ---->


O Savimbismo e a Sua Face Mais Primitiva

Um livro sobre Jonas Savimbi e o seu suposto pensamento deverá ou deve ser publicado. Sendo um produto “comestível” –se é-, como muitos que existem por aí que a aura da democracia nos oferece, seus leitores deverão ter estomago para conseguir digerir o projeto de nação que felizmente nunca deu certo. E que hoje, na sombra de tanto espanto, não menos alegre, constitui coisa do passado; constitui o objeto perdido que só a turma dos antropomorfos que pararam no tempo da escala evolutiva conseguem chorar pelo mesmo.

O tribalismo Savimbista pode ser definido como a ambição de se chegar ao poder usando os argumentos mais perversos possíveis e terríveis. Com o objetivo de instigar grupos sociais, onde a diferença entre os mesmos –se existem- são as supostas diferenças étnicas. Diferenças que quando a política (de gente oportunista e sem escrúpulos) tenta dissecar põe a prova a debilidade de uma nação –mal governada sim-, mas que não precisa do presente dado ao missionário colonialista, ao comerciante estrangeiro ou ao soldado mercenário e invasor. Para estes aquela doutrina ou pensamento reflete com toda razão a existência de um continente atrasado que deve continuar a ser eviscerado de todas as formas possíveis, e maneiras.

O susto, o espanto não está em reconhecermos que Savimbi continua a ter milhares de discípulos, mas em acreditar e aceitar que o mesmo tenha deixado um pensamento que deve ser preservado, às vezes, a troco de tanto ódio e rancor. Esse ódio e rancor descreve a trajetória de um vendaval quente soprado dos confins do inferno, que exala enxofre de gosto ácido e azedo, transportando todo odor fedorento e repugnante característico daquele lugar. O Savimbismo é a maneira mais primitiva e triste de se lidar com essa mensagem vinda do inferno, a que Adalberto Costa Júnior secretário da Unita (para alguma coisa) e a sua turma nos convidam a não esquecer; o savimbismo é um projeto cruel que exige excessivamente das nossas fossas nasais, que agora e mais do que nunca precisam absorver o ar puro e oxigenado nestes tempos de concórdia e paz, onde a finalidade é a de restaurar a força pensadora do cérebro que precisa ter “fôlego” para rever e assimilar com ostensividade o novo projeto de nação. Que deve pôr de lado para sempre ou mandar de volta para o inferno os procedimentos no qual Jonas Savimbi tornou-se a identidade maléfica mais famosa e temível do continente que ainda hoje atormenta nossas mente. O savimbismo retrata o medo do homem primitivo e silvestre diante do mundo contemporâneo e civilizado. É o instrumento típico do anticomunismo –usado no passado- que tem como objetivo atrapalhar um processo de evolução, de civilização, de renovação, de crescimento e progresso.

Savimbismo? É a própria tese do revanchismo, o fardo roto e despedaçado de quem foi derrotado e humilhado pela vontade popular, pela vontade de uma nação de dizer não a violência, não a barbárie e muito menos a essa loucura de se querer reviver um passado de dor e sofrimento.

Sinceramente, temos medo desse projeto anti-intelectual, anti-progresso, inculto pela sua própria origem e selvagem pela maneira pela qual se fez conhecer.

Savimbi e seus discípulos, nunca mais!



Nelo de Carvalho, nelo6@msn.com
www.blog.comunidades.net/nelo
 

O País das Aranhas XXXI ---->


Terrorismo e covardia

No Brasil, um país de mentalidade reacionária e anticomunista, convence-se a nação de que terrorismo é a arma dos fracos. Mas o fraco aqui consiste na falta de um exército e estar armado até aos dentes para se enfrentar um exército de torturadores e homens covardes, que um dia interromperam o processo democrático com a desculpa de que estavam combatendo o comunismo. Na habilidade de se querer confundir todos e tudo, quando lhes convém, a direita e a extrema direita têm levado dentro de si a mania carregada de mentiras de que a violência vinda dos grupos de esquerdas que se insurgiram contra os regimes ditatoriais, igualmente, são de terroristas. É por isso que naquela definição de que o terrorismo é a arma dos fracos tentam sempre incluir os grupos e os movimentos de esquerdas que lutaram contra os regimes opressores em todo mundo.

Para nós o terrorismo também pode ser, sim, a arma dos fracos, mas a fraqueza aqui não está em não possuir um exército com armas sofisticadas. Está no ato covarde que caracteriza esses grupos, pode ser ele armado e sofisticado. E não só. Está até naquilo que supostamente defendem, na motivação e argumentação de suas atitudes e idéias, quando totalmente anti-sociais. E esse não é o caso daqueles que andaram lutando contra as ditaduras fascistas e racistas em todo mundo: estudantes, grupos e movimentos de esquerdas, partidos políticos que com sangue e sacrifício moldaram a história do século XX.

A acreditar que a Flec tenha motivação e argumentação cabível para despejar uma rajada de metralhadora no ônibus de uma seleção de um país estrangeiro, pessoas inocentes, que mal conhecem os problemas de Cabinda e de Angola, e que só viajaram naquele local para ajudarem na alegria de uma festa é mesmo coisa de gente covarde e terroristas. Vê-se a diferencia que há entre lutar para se ser digno e livre e lutar pelo oportunismo político no qual se chega a rejeitar uma nação ou um país inteiro ( de Cabinda ao Cunene) sem se interessar no destino das futuras gerações. A fraqueza de espírito, a falta de princípios ou a falta de uma causa razoável é precisamente a arma dos terroristas que nesse caso jamais saberiam explicar por que desejam a separação de um país como Angola, ou seja, de Cabinda do resto do país. É nisso que reside a arma dos terroristas. A rebeldia sem causa e sem ética gerada pela própria ignorância, que vê na história e no passado eventos rebuscados pelos tempos da guerra fria, onde toda argumentação contra ou a favor justificava um combate contra o comunismo, mesmo que para isso fosse necessário mutilar a geografia, a cultura e os desejos de uma nação, transforma a esse grupo de oportunistas em terroristas agindo de maneira banal e sem escrúpulos.

Assim, os problemas da Província de Cabinda que, igualmente, são os problemas de toda Angola constituem muitas vezes heranças dos tempos da guerra fria, que o oportunismo com uma mescla de alienação e manipulação de informação e cultura não conseguem superar. O separatismo em Cabinda ou em qualquer parte deste continente é mais um retrato de toda a ignorância que faz da África o berço eterno do primitivismo a que esse continente, para muitos por ser negro, está condenado a estar e ser para sempre.

Mas como diz o velho provérbio: há males que vêm para bem. Chegou a hora do governo angolano reconhecer que os terroristas da Flec existem e que devem ser, com toda justiça, caçados e perseguidos. Acabaram-se as anistias falsárias e fraudulentas que sempre passaram por em cima da justiça e dos ânimos de uma nação comovida pela injustiça e por todos os tipos de crimes. Mesmo porque os tempos já não justificam aquela falsa do fim da guerra fria de que o comunismo era tão ruim quanto os outros regimes por aí. Por isso, anistia para qualquer bandido que saciava seus desejos como terrorista-guerrilheiro também era valida. Agora não há nada que justifique o terrorismo de direita, a não ser a ambição dês-cabina, já que a democracia está aí dando oportunidades para satisfazer os desejos dos ambiciosos.

Eu diria que a Flec mordeu o anzol e cometeu o maior erro de sua existência –se alguma vez existiu. Atacar uma equipe de futebol num evento como esse, o mais esperado pelo continente e pelo mundo só pode ser mesmo obra de terroristas e maus estrategas. Agora o governo Angolano tem a faca e o queijo na mão para perseguir essa gente como quiser e onde quiser. Com o fim da guerra fria e o cair das torres gêmeas qualquer forma de violência vindo da esquerda ou da direita é taxado incontestavelmente como terrorismo onde seus atores devem ser perseguidos em todas as latitudes geográficas em que estiverem, e não pode ser diferente com a famigerada Flec. Que já se tornou famosa, porque ela fez questão de assim querer.

Quantas vezes, até mesmo no club-k, lemos as mensagens dos seus membros anunciado que estavam preparando-se para agirem com atitudes terroristas. Que se o governo de Angola não aceitasse a imposição dos mesmos a resposta deles seria o terrorismo. Impressionante agora é que os mensageiros da Flec, ou não, que andaram bombardeando o club-k com as mensagens da Flec estão todos desaparecidos no club-k. Porque sabem que qualquer governo no mundo tem o poder e a autoridade discricionária para rastear terroristas até pela internet e que não é difícil localizar o IP dos computadores que se dedicaram a enviar mensagens com as ameaças terroristas vindas da Flec.

É preciso, sim, caçar a essa gente por uma questão de princípios. Primeiro para se fazer justiça. Segundo para se mostrar e provar que o poder do estado e da lei está acima de qualquer delinqüente-terrorista seja ele quem for e de onde esteja. Terceiro para que aprendam que qualquer crise política e conflito social deve ser resolvido sempre por vias pacificas. É preciso acionar a Interpol, a CIA, o FBI, os serviços secretos de qualquer país da Europa ou do mundo em que vivemos. O terrorismo não pode estar por em cima da dignidade de nenhum ser humano e muito menos de um Estado ou Nação.

Nelo de Carvalho, nelo6@msn.com
www.blog.comunidades.net/nelo
 

O País das Aranhas XXX ---->


O Homem do Ano

Duas publicações nacionais, com a presunção que caracteriza os angolanos, anunciaram, sem o maior constrangimento, as personalidades do ano. Nada mal para quem de um lado deve continuar na pele de bajulador e tem como essência ( características pela qual se defini um ser) a covardia. Por outro lado, vindo de uma outra publicação, a iniciativa passa a ser louvável quando o homem do ano, no país dos mwangolé, já não precisa ser o homem do mesmo partido, o mesmo camarada de sempre, a monotonia, ou mesmo a rotina a que fomos falsamente habituados a conviver nos tempos de partido único. O homem do ano para essa última publicação, que para muitos pode ser tida como coisa assustadora e boçal, mas uma boçalidade que recompensa as nossas expectativas e curiosidades, é alguém que noutro hora poderia ser intragável e indesejável. Se não é!

Nós também, com a presunção a que nos habituamos –porque somos angolanos-, vimos também fazer a nossa declaração do nosso homem do ano, talvez um pouco atrasados. Mas não tanto para não recordarmos que o último ano está ainda fresco em nossas memórias, e assim poder ser identificado como o ano do Corrupto, ou seja, o ano do Homem Corrupto. É o ano daqueles que acreditaram que podiam estar a altura de serem os dignos representantes do povo, mas descobriu-se que o vício e a corrupção vem precisamente onde mais se deveriam esperar exemplos dignificantes e gloriosos. A decepção só não supera a própria corrupção, porque esta, na sua grandeza, habituou a humilhar aquela na sua pequenez, na sua simplicidades e humildade. A decepção é coisa de gente pobre, dos trabalhadores desse país. É coisa do nativo, dos homens desta terra. A decepção acompanha a alma dos nativos, isso é quando não está junto dela, fazendo parte do mesmo ser, gritando – quando ainda sobram forças- ao lado deste mesmo ser. E ela mesmo sendo comovente e patética, de afogar a alma, a alma dos pobres, sente-se diminuída diante da corrupção. A verdade é que a corrupção, assusta sim, mas já não induz o medo que provoca o terror.

Por incrível que pareça, e inédito, é precisamente com a decepção que hoje enfrentamos o que há de mais corrupto e falso nesse país, onde até o Tolerância Zero já se transformou numa promessa sem fundo. O Tolerância Zero é a prova da força da corrupção, do seu gigantismo, sua força aparentemente inabalável. Seu incumprimento e sua falta de transparência é um desafio ao pobre, ao mendigo, a esse país miserável e de gente miserável. Não é a simples promessa oca, ou o simples desrespeito. É a declaração de guerra –típica? Vamos usar a expressão atípica, já que agora é a que está em moda. Porque é essa a palavra agora que têm usado para se declarar guerra aos pobres. O Tolerância Zero no seu descumprimento, na sua força, na sua mentira, no seu caráter falso, cínico, fingido e na sua capacidade de se transvestir em herói torna o ano de 2009 o ano que jamais deveria existir no nosso calendário. Torna o ano de 2009 o ano de todos os corruptos!


Nelo de Carvalho
www.blog.comunidades.net/nelo
nelo6@msn.com
 
 
 
 
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