ESCOLA ESTADUAL MAJOR JOÃO PEREIRA
  ESCOLA ESTADUAL MAJOR JOÃO PEREIRA
 
Início
Contactos
Links Úteis

Últimos tópicos:
CAMPEONATO DE XADREZ
F I T - COMPUTAÇÃO
PEAS
EMBASAMENTO TEÓRICO
HISTÓRIA DO MAJOR JOÃO PEREIRA

Arquivo
HISTÓRIA DO MAJOR JOÃO PEREIRA
2009-10-27

EMBASAMENTO TEÓRICO

O que se apresenta neste texto é uma releitura história da Escola Estadual Major João Pereira.

Contexto Histórico:

Em 1955, Itajubá era uma das mais progressistas cidades do Estado de Minas Gerais. Servida pela Estrada de Ferro Rede Mineira de Viação e por várias linhas de ônibus, que ligavam não só as cidades vizinhas, como também às capitais da República, do Estado e de São Paulo. Situada a quase 900 metros de altitude, com clima agradável e admirável e a sua população era de aproximadamente 45.000 habitantes, das quais 26.000 na cidade. Sua população escolar era de mais de 5.000 estudantes, considerando: curso superior, técnicos industriais, secundários e primários.

A cidade possuía os seguintes estabelecimentos de ensino:

· Colégio das Irmãs: Escola Normal Sagrado Coração de Jesus;

· 2 Escolas Técnicas de Comércio;

· 2 Escolas Industriais;

· 1 Escola de Horticultura;

· 3 Escolas Superiores:

. EFEI;

. Enfermagem;

. Conservatório de Música.

· 4 Grupos Escolares e algumas Escolas Rurais mantidas pela prefeitura

Nesta época várias famílias itajubenses, como: Rennó, Salomon... iniciaram um movimento para que fosse aberto mais uma Escola mantenedora pelo Estado, que atendesse os alunos carentes da cidade.

Todas as iniciativas e decisões giravam em torno do Fórum, assim, Dr. Públio Horácio Mourão, advogado do estado, abraçou a idéia da Comunidade e com o apoio do Dr. Francisco Pereira Rosa, Inspetor Escolar, Protógeno Pinto Pereira, Juiz de Direito e escrivão de Cartório de Registro, e outros iniciaram o movimento.

Por volta de 1952 foi feito um abaixo assinado e todas as famílias recolheram as assinaturas de parentes. O deputado José Remuzartd Rennó que tanto batalhou para que nascesse a Escola, levou pessolamente o abaixo assinado (primeiro projeto) para o Governador Juscelino Kubitschek.

A concessão saiu em 1954 e o Deputado Euclides Pereira Cintra fez a emenda de Lei no 1238 em 14 de fevereiro de 1955, criando o “Ginásio Estadual de Itajubá”. (ver anexo 01)

A Escola começou a funcionar em março deste mesmo ano, no Grupo Escolar Coronel Carneiro Júnior, na Praça Getúlio Vargas, no período noturno e em condições precárias, pois a rede física apresentava muitas deficiências.

A direção da Escola foi assumida pelo Dr. Públio Horácio Mourãoe o Inspetor era o Dr. Pedro Rosas.

O curso Ginasial (atualmente 5a à 8a séries) procurou atender a população de trabalhadores da cidade, ou seja, a classe menor favorecida. Começou a funcionar com uma turma de 1ª série (5ª série). Em 1957 funcionou com duas séries (5ª série) uma com 47 alunos e a outra com 48 e uma 2a série (6a série) com 47 alunos, num total de 142 alunos. Com o aumento gradativo das séries, aumentava também o número de alunos.

O Início do Ensino Médio e do “Primário”:

O atual prédio teve a obra iniciada no Governo de Magalhães Pinto e o Secretário era o Dr. Lúcio de Souza Cruz, sendo concluída pelo Secretário Dr. Aureliano Chaves de Mendonça e o engenheiro responsável, foi Joubert Guimarães (1966).

Em 1961, foi criado o 2º Ciclo – Científico (atualmente 2º Grau – Colegial) que funcionava à noite nas dependências da EFEI – próximo da Igreja Matriz Nossa Senhora da Soledade. (ver anexo 2)

Através da Lei no 3189, de 08 de setembro de 1964, foi criado o Curso Normal (Magistério). (ver anexo 3)

Em 1965 o Governador da época autorizou que as Escolas poderiam mudar sua nomenclatura,homenageando pessoas ilustres. O Deputado Luiz Fernando Faria de Azevedo tinha como secretário Antonio Célio Pereira, que lhe sugeriu o nome de seu avô. Assim, a Escola passou a denominar-se “Ginásio Estadual Major João Pereira”, através do decreto n o 8942 de 08 de novembro de 1965 (ver anexo 4). Funcionários da Escola ficaram revoltados por não terem sido consultados com antecedência e o Diretor Dr. Públio tentou recorrer, mas foi em vão.

A partir de 1974 passou a denominar-se “Escola Estadual Major João Pereira de 1º e 2º Graus 0.4.6.D” de acordo com a resolução no 810, de 06 de julho de 1974. (ver anexo 5)

O Curso Normal iniciou em 1965, à noite, no Grupo Escolar Coronel Carneiro Júnior, e era 1966, mudou-se para o novo prédio a Av. Paulo Chiaradia n o 405, bairro São Vicente de Paulo, concluindo assim, em 1967.

Formaram setenta e seis alunas nesta 1ª turma, e algumas delas foram convidadas a trabalhar com o primário da Escola no ano seguinte, como: Aparecida Fernandes, Paulina Salomon e Olinda Noronha (saiu da Escola para prosseguir os estudos, após atuar como professora do Curso Normal (atualmente “Doutora em Educação”, acompanha pesquisas na UNICAMP e PUCAMP), sendo excelentes professoras e participavam na formação das alunas do Curso Normal, com aulas de demonstração. Posteriormente muitas dessas alunas voltaram para a Escola exercendo diversas funções: professoras, supervisoras, orientadoras.. e ainda hoje além das que aposentaram ainda podemos encontrar profissionais atuantes, como: Kátia Aparecida Rocha Faria, Julieta de Oliveira Dias, Dulcinéa Framil e Márcia Antonio Chiaradia.

Em 1967 iniciou na Escola os primários (1a a 4a séries), eram classes anexas do Grupo Casimiro Osório,que serviam como suporte pedagógico-prático para os alunos do Curso Normal. Funcionou como laboratórios de estágios, de observação, demonstração e regência. Era apenas uma sala de cada série, assim, existia o “vestibulinho” (como era conhecido) para selecionar os alunos. Neste ano, como havia muitos alunos pretendendo estudar na
Escola, houve prova para todas as séries primárias. Nos anos seguintes, a prova de seleção foi apenas, para as crianças da 1a série.

No período de 1967 a 1973, os alunos católicos da “4ª série primária” voltavam para a Escola em outro horário, para se preparar com uma catequista da comunidade, sua primeira Comunhão. E no final do ano, as crianças uniformizadas recebiam o sacramento, na Igreja Matriz < Nossa Senhora da Soledade (ver anexo 6).

A partir da década de 80, o primário e o Curso de Magistério, necessitavam de uma revisão em sua estrutura, pois o trabalho em conjunto já praticamente não mais existia.

As turmas de 1ª a 4ª séries foram extintas gradativamente. Em 1995 a 1ª série; em 1996 a 2ª série e em 1997 a 3ª e 4ª séries, além das 5ª séries.

Em novembro de 1979, começou a funcionar na Escola o Projeto de Reestruturação e Revitalização de Escolas de 2o Grau com habilitação para o Magistério (Projeto CEFAM), que foiextinto em 1990. Participando como Escola – Piloto desse Projeto ocorreram várias conseqüências benéficas para o Curso e para a Comunidade Escolar, como:

· constantes pesquisas sistemáticas entre todos os envolvidos no Projeto;

· Mudanças curriculares: grade curricular, estágio e atividades pedagógicas;

· Criação da coordenação do Curso de Magistério: assumida de maneira competente por Maria Aparecida Meloni, que fazia um intercâmbio entre as dificuldades das alunas com as professoras de Metodologia.

· Maior acompanhamento do trabalho da Escola pela equipe de Ação Supervisora da 8a Delegacia Regional do Ensino de Itajubá. D.R.E.I. (atualmente 15a Superintendência Regional de Ensino S.R.E.).

Como conseqüência deste Projeto houve uma caracterização do Curso de Magistério, com valorização, aumento da demanda, interesse por parte de quase todos os professores e maior entusiasmo pelo estágio e envolvimento das Escolas de 1ª à 4ª séries da cidade.

Na década de 80 a Escola ofereceu o “Curso Técnico Desenhista em Arquitetura”, sua primeira turma formou-se em 1983 e a última em 1986 (ver anexo 8).
Escola Estadual Major João Pereira

Adicionar comentário

 
 
 
Cria aqui o teu Site Grátis!       Create your Free Website! Denunciar este site  |  Publicidade  |  Sites Grátis no Comunidades.net