Transcendências TRANSCENDÊNCIAS
TRANSCENDÊNCIAS




Podia começar com uma enfadonha página sobre a minha pessoa, mas não há muito a dizer, aquilo que eventualmente se poderia dizer poderá revelar-se ao longo do tempo, portanto, deixo as opiniões críticas para os outros, se as quiserem dizer.

P.S. Desculpem lá se não sei colocar "posts" pequenos, mas quando começo a escrever, quase que me esqueço de parar!

Podem deixar os vossos comentários, sempre que quiserem, prometo que leio todos.

Veja os últimos 5 tópicos:

Boa Páscoa!!! ---->
Quero desejar uma Excelente quadra para todos os que visitam o meu blog!
Nesta altura muita gente goza férias e espero que tirem o melhor proveito delas, gozem as férias, o feriado o fim de semana e já que fomos agraciados com o sol, não deixem de passear e aproveitar o bom tempo.


Beijokas todos e uma Páscoa Feliz.
 

Cultura à Borlix e/ou a Preços de Amigo ---->
E porque a vida não é só feita de tristezas e a cultura sempre nos alheia dos males do país, deixo aqui sugestões interessantes para que ocupem sobretudo os vossos domingos, com aquilo que de melhor podemos ver no nosso país.

CULTURA GRÁTIS AO DOMINGO DE MANHÃ

LISBOA
DAS 10H ÀS 14H (Excepto quando devidamente assinalado)


Museu Nacional de Arqueologia (no Mosteiro dos Jerónimos)
Praça do Império
1400-206 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Mosteiro dos Jerónimos (Claustros)
Praça do Império
1400-206 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Museu da Marinha (no Mosteiro dos Jerónimos)
Praça do Império
1400-206 Lx
Horário: 10h00-13h00


Museu Nacional dos Coches
Praça Afonso de Albuquerque
1300-004 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Museu da Presidência da República
Praça Afonso de Albuquerque
1300-004 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)
Nota: Ao Sábado visita guiada ao Museu, Palácio Nacional de Belém e Jardins - €5


Palácio Nacional da Ajuda
Largo da Ajuda
1349-021 LX
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Museu Nacional de Etnologia
Avenida Ilha da Madeira
1400-203 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Torre de Belém
Avenida Brasília
1400-038 LX
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Avenida 5 de Outubro, n.º 6-8
1050-055 Lx
Horário: 10h00-14h00


Museu Nacional de Arte Antiga
Rua das Janelas Verdes
1200-444 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Museu Nacional do Azulejo
Rua da Madre Deus, n.º 4
1900-312 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Museu Nacional do Teatro
Estrada do Lumiar, n.º 10-12
1600-495 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Museu do Teatro Romano
Pátio Aljube, n.º 5
1100-059 Lx
Horário: 10h00-13h00 / 14h00-18h00
Encerramento: 2ªf e feriados
Nota: Entrada Grátis em qualquer altura


Museu Nacional do Traje
Largo Júlio Castilho
1600-483 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)
Nota: Encerrado até Setembro de 2006, mas poderá visitar a Sala dos Teares e a Sala Anos 2000, com a mostra intitulada Sobretudo-Alma do escultor José Coêlho. No Salão Nobre estão as exposições Trajes para Dona Inês e 200 Anos de Vestidos de Baptizado 1750-1950.



Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea
Rua Serpa Pinto, n.º 4
1200-444 Lx
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Rua Dr. Nicolau Bettencourt
1050-091 Lx
Horário: 10h00-18h00
Nota: Incluí 2 Museus: Museu C. Gulbenkian e Centro Arte Moderna


Museu Rafael Bordalo Pinheiro
Campo Grande, n.º 382
1700-097 Lx
Horário: 10h00-18h00 (Grátis o Domingo todo)


Museu da Cidade
Campo Grande, n.º 245
1700-091 Lx
Horário: 10h00-13h00 / 14h00-18h00


Museu Antonino
Largo de Santo António da sé, n.º 24
1100-499 Lx
Horário: 10h00-13h00 / 14h00-18h00


Paços do Concelho
Praça do Município
1200-092 Lx
Horário: Visitas guiadas ao 2º e 4º Domingos do mês às 11h00


Mosteiro/Igreja de S. Vicente de Fora – Panteão Real
Largo de S. Vicente
1100-572 Lx
Horário: Dom: 9h00-13h00 / 14h00-17h00
Nota: O Claustro é pago – 4€




CASCAIS


Museu do Mar
Rua Júlio Pereira de Melo
2750 Cascais
Horário: 10h00-17h00




SINTRA


Palácio Nacional de Sintra
Praça da República – Sintra
2710-616 Sintra
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Palácio Nacional de Queluz
Lg. do Palácio Nacional
2745-191 Queluz
Horário: 10h00-14h00 (Domingos e Feriados)


Sintra Museu de Arte Moderna
Avenida Heliodoro Salgado
2710-575 Sintra
Horário: Entrada gratuita aos domingos das 10h00 às 14h00.


Galeria Municipal de Sintra
Edifício do Turismo
Praça da República, nº23
2710-616 Sintra
Sempre gratuita
Horário: Ao fim de semana e feriados 14h30-19h00




Descontos para Munícipes:

Palácio de Monserrate (incluí visita guiada ao Parque)
Estrada de Monserrate.
2710-405 Sintra
Preço Normal: 7€
Preço de Munícipe: 4,50€
Apenas o parque: Normal: 3,5€
Munícipe: 1€


Palácio e Quinta da Regaleira
Rua Barbosa du Bocage
2710-567 Sintra
Preço Normal: Visitas guiadas 10€ / Auto-guiadas 5€
Preço de Munícipe: 50% de desconto
Horário: 10h00-17h30


Parque da Pena
Estrada da Pena
2710-609 Sintra
Normal: 3,5€
Munícipe: 1€
Horário: 1 de Novembro a 30 de Abril 09h30-18h00
1 de Maio a 14 de Junho 09h00-19h00
15 de Junho a 15 de Setembro 09h00-20h00
16 de Setembro a 31 de Outubro 09h00-19h00


Castelo dos Mouros
Situado a cerca de 3,5 Km do centro histórico, na Estrada da Pena
Normal: 3,5€
Munícipe: 1€
Horário: 09h30-18h00 – última entrada às 17h


Convento dos Capuchos
Situado na Serra de Sintra, a 9 Km do centro histórico
Normal: 3,5€
Munícipe: 1€
Horário: 09h30-18h00 – última entrada às 17h


Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas
Avª Professor Dr. D. Fernando d`Almeida, Odrinhas
2705 - 739 São João das Lampas
Normal: 2,5€
Munícipe: 1,25€
Horário: 10h00-13h00 / 14h00-18h00


Museus Municipais:
Ferreira de Castro - Rua Consigleri Pedroso, nº 34
Vila Velha
2710 - 550 Sintra
Anjos Teixeira - Azinhaga da Sardinha
Rio do Porto
Volta do Duche
2710 - 631 Sintra
Leal da Câmara - Calçada da Rinchoa, 67
Rinchoa
2635 - 312 Rio de Mouro
Normal: 1€
Munícipe: 0,50€
Horário: Ao fim de semana e feriados 14h00-18h00


OUTROS INTERESSANTES MAS PAGOS


Padrão dos Descobrimentos
Avenida Brasília
1400-038 LX
Horário: Out-Jun: 10h00-18h00; Jul-Set: 10h00-19h00
Preço: 2€


Aqueduto das Águas Livres
Calçada da Quintinha, n.º 6
1070-225 LX
Horário: 1 Mar-30 Nov de 2ªf a Sáb: 10h00-18h00
Encerramento: Dom e feriados
Preço: 2,5€
 

Mas que raio de país é este? ---->
Já sei que há muito tempo que aqui não venho postar nada, mas hoje inspirei-me na raiva que sinto e resolvi vir aqui nem que seja para espiar o mal que me aflige!

Desde o dia 21 de Fevereiro que me encontro novamente no desemprego, na empresa onde estava ninguém quis dar a cara para me dizer porque razão o meu contrato não foi renovado, somos cada vez mais tratados como meros números, sem um pingo de consideração! Trabalhei lá um ano e meio, sem uma única falta injustificada e com apenas dois atrasos, devido a acidentes que apanhei no trânsito e ao fim deste tempo ninguém teve a decência de me dizer porque razão não houve novo contrato. Puta de vida!

Com quase 32 anos, uma licenciatura que ñ me serve senão para me encher o currículo, vejo-me nas filas do centro de emprego para poder olhar para o placard e ver no índice da remuneração, parcelas que apontam ordenados de 500 ou 600 euros! Mas estarei a ver bem??? Os ordenados para uma secretária, com experiência, que saiba pelo menos inglês, de informática, arquivo, etc, pagam 500 ou 600 euros???
Se há dois anos atrás a média de ordenados era entre os 700 e os 750 euros, como puderam baixar para os 500 ou 600 euros??? Que raio se passa na merda deste país?

Mas será que por ter uma apresentação cuidada, saber falar inglês, ter experiência nas áreas solicitadas, ser minimamente educado e ter um nível de cultura razoável, não merece um ordenado de 750 euros?
Já sei que a comparação é idiota, mas reparem bem, ontem fui à farmácia comprar pastilhas para a garganta, o valor ultrapassou os 5 €, com um ordenado de 500 euros, se precisar de duas embalagens são 2% do meu ordenado, se fizer duas viagens de transportes de Casal de Cambra para a Amadora, são mais de 5 euros, ou seja, mais 1% desse ordenado... Mas como é que alguém consegue sobreviver com 500 euros? Eu pago isso de empréstimo de casa e os juros continuam a subir... (E não tenho direito a reclamar porque não me enfiei numa barraca e não andei a fazer muitos filhos, para o Estado ter de me oferecer uma casa nova!)

Agora uma coisa é certa, o que eu recebo de subsídio de desemprego ultrpassa esses valores, então digam-me porque não hei-do viver à conta do Estado, se ele propicia este tipo de atitude por parte dos empregadores? Tudo sobe de preço, combustíveis, empréstimos, bens alimentares e higiénicos e os ordenados baixam, porque os patrõezinhos se refugiam atrás da dita crise e aproveitam-se para pagar ordenados miserávais, então porque me hei-do sentir mal por viver à custa do Estado???

Descontei para o meu subsídio de desemprego e consigo, ainda assim, ganhar mais do que se tiver a trabalhar e não tenho despesas de transportes e alimentação! E hoje numa entrevista de emprego, o "Sr. Engenheiro", ficou chocado porque lhe disse, que um ordenado inferior a 750 euros não me compensava! Também lhe disse logo, que se não podia pagar isso, mais valia ficar em casa, sem fazer nada e sem despesas, e ele respondeu-me o do costume: "mas o subsídio não dura para sempre", ao que eu respondi: "pois não, mas dura um ano e meio e eu só gastei um mês, só irei olhar para ordenados de 500 ou 600 euros, quando ele estiver a acabar".

É assim que querem é assim que têm!

Que merda de país este, que porra de vida esta!
 

A Indústria Incendiária ---->
Faço destas as minhas palavras!


A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.



José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação


Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

José Gomes Ferreira
 

Sagas Fiscais do Nosso País à Beira-Mar Plantado! ---->
Cada vez me conformo menos com a política do país em que vivemos.
O nosso governo decidiu fazer uma verdadeira caça ao fisco, o que acho muito bem, se existem relamente infractores, pois não devemos andar a pagar uns pelos outros.
Mas antes de iniciarem esta caça fiscal deveriam ter em conta um processo de cruzamento de dados, em vez de andarem a enviar cartas de dívida a torto e a direito, gastando rios de dinheiro em papel e nos CTT.
Tenho 3 dívidas fiscais pendentes e faço parte do rol dos 70 mil processos que o Governo afirma que estão em andamento para se proceder à sua liquidação.
Ora se metade dos processos forem como o meu, o dinheiro que eles querem ver entrar nos cofres do Estado para fazer baixar o deficit não lhe vai servir de muito e sabem porquê????
PORQUÊ EU NÃO LHE DEVO PORRA NENHUMA!

Passo a explicar:
Adquiri a 31 de Outubro de 2001, um andar na localidade de Quarteira, pedi dentro do prazo legal a respectiva isenção de Contribuição Autárquica. Em Abril de 2002, estava em a receber a C.A. para liquidar, dirigi-me à repartição das finanças e o que foi dito foi que, estando a isenção pedida, o melhor seria ignorar.
Mais ou menos de seis em seis meses comecei a receber a C.A. para pagar e certidões de dívida referentes aos montantes supostamente em falta, cada vez que me dirigia às finanças de forma a reclamar as cartas que recebia, a resposta era sempre idêntica: “Ignore”. Cheguei inclusive a indagar porque razão não recebia a Declaração de Isenção e vez disso recebia a C.A. para pagar e certidões de dívidas que não possuía, o que me foi dito é que não existiam recursos humanos para emitir as certidões de isenção, o que me leva a questionar, mas então há recursos humanos para elaborar as certidões de dívida? Isto não é um trabalho “porco” em que se começa por enxovalhar o nome dos contribuintes, em vez de verificar se as dívidas são reais? Além de ainda se ter um gasto enorme em recursos humanos, que poderiam evitar o gasto descomunal e escusado nos CTT?
A 13 de Outubro de 2003, vendi o andar em Quarteira e adquiri a 16 de Outubro de 2003, um outro andar na localidade de Casal de Cambra. Aquando o pedido de nova isenção de C.A. deparo-me com as dívidas da C.A. do andar de Quarteira, expliquei na repartição de Queluz que não era devedora desses montantes e o que é certo é que, cerca de uma semana depois tinha em meu poder uma Declaração de Isenção da C.A. de Quarteira, com a data de 23/12/2003, tendo recebido depois uma carta da própria instituição de Contribuição Autáquica a atestar que, o respectivo montante em dívida se encontrava liquidado, por meio da isenção ter sido concedida.
Após mais alguns dias, recebo em casa uma carta que me diz que não posso usufruir da isenção da C.A., do novo andar, sendo um pedido indeferido, devido a dívidas pendentes com C.A. do andar de Quarteira, mas que vinha juntamente com uma nova carta que já me concedia a respectiva isenção, com a data de 13/01/2004, através de um pedido deferido, o que revela que se eu fosse efectivamente devedora, não me poderia ter sido concedida esta isenção.
Na passada quarta-feira, dia 20 de Julho, decido-me a consultar o meu cadastro via internet e qual não é a minha surpresa ao verificar que estas dívidas ainda lá constam, após quase dois anos. Será pura incompetência ou será impressão minha??? Enviei mails de reclamação, aos quais ainda não obtive qualquer resposta.
A este altura não resido em Quarteira e não disponho de tempo para ir bater à porta das finanças de Quarteira para retirar isto do sistema, vou enviar uma carta para ver se eles se decidem a faze-lo o que não acredito muito.

Saga número 2:
Tendo vendido o andar de Quarteira e tendo comprado outro, tive de declarar mais valias e respectivo reinvestimento no IRS de 2003. Ora por um toque de mágica, esqueceram-se de considerar a parcela do reinvestimento (e até parece que não tinha dois anos para faze-lo!!!) resultado, quando veio a nota de liquidação tinha quase 1000 euros para pagar em vez de ser reembolsada!
Reclamei dentro do prazo legal, em que me informaram que efectivamente teria havido um engano, que não fora meu. Foi-me dada uma resposta formal por carta, dando-me razão. Ao final de um mês uma nova certidão de dívida e o reembolso a que tinha direito, que é bom, nem vê-lo, mas em contrapartida a certidão de dívida, já apresentava, como não podia deixar de ser, juros de mora!
Uma nova certidão de dívida me espera e o que me respondem nas finanças, é que o processo é moroso e que não há nada a fazer a não ser esperar!
Que engraçado, o Estado não espera quando são os contribuintes a dever-lhes dinheiro e ameaça-os com Processos de Execução Fiscal, afirmando que sendo eles detentores de bens imóveis, os poderão ver penhorados.

Mas em que país vivemos nós, em que os contribuintes vêm o seu nome enxovalhado pela incompetência dos serviços públicos? Em que o trabalho que fazem, não é senão um trabalho de merda (desculpem-me a expressão) em que andam aqui a tentar lixar aquele que reclama dentro do prazo e que não só não recebe o que tem direito, como ainda tem de levar com cartas registadas de dívidas que não possuí?
Àqueles que fazem uma fuga ao fisco à luz do dia, nada acontece, aos pequenos contribuintes que se matam a trabalhar para levar um salário decente para casa, vêm pedir-lhe coisas que não devem e sobretudo tempo que não têm para ir reclamar para a sua porta, tendo de faltar ao emprego e ser descontado por isso, devido a terceiros, que não fazem o seu trabalho como deve ser!

Acho piada que os funcionários públicos são os primeiros a fazer greve, mas são incapazes de ter o seu trabalho em dia, e quando nos atendem numa repartição de finanças, empurram-nos sucessivamente para outras instituições e até agora continuo sem saber a quem me dirigir, para aniquilar nd sistema fiscal dívidas que não tenho!
 
 
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