CANAIS DO AMOR
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HELENA BANDEIRA
Profissão : Administração / Economia
Escritora semi-profissional

Lisboa - PORTUGAL


« Saberemos, mesmo, o que é o Amor ?
O AMOR é o estádio mais avançado da nossa consciência! »
Helena Bandeira

*

“Por sentir assim é que, por detrás de tudo o que escrevo, se pressente um Elogio do Amor, um Hino ao Amor…

Com efeito, o AMOR é o tema nuclear da minha poesia que aborda, por vezes, duma forma quase cruel e trágica as facetas do amor total e desmedido.

Na minha realidade o amor funde corpos e almas, perdura no tempo e faz sofrer, mas só a partir dele se pode conceber a existência humana.

É isso que pretendo transmitir em cada verso da minha poesia, vincada por uma vivência carregada de fascinação, mas também de desespero, amargura e dor.

Não gosto de falar de mim. Prefiro e tento – e julgo que o consigo, guardar-me e resguardar-me.

Por outro lado, reconheço que já exponho suficientemente a minha interioridade através das rimas que componho, claras e quase transparentes para a sensibilidade de quem me ler.

Talvez até tudo isto aconteça ao abrigo dum complexo processo catártico para aliviar angústias e suavizar desgostos acumulados.

Quanto à minha actividade nesta área da escrita, direi apenas que participei em concursos literários de prosa e poesia promovidos pelos C.T.T., tendo sido agraciada com 3 prémios e 2 Menções Honrosas.

Integro o CNAP-Círculo Nacional de Arte e Poesia e a Tertúlia Poética “Ao Encontro de Bocage”, em cujos Jornais e Antologias colaboro.

Publiquei, em Outubro do ano findo, o livro “CREPÚSCULO DA ÁGUA” que foi prefaciado pelo Senhor Professor Carlos Amaral Dia, nos seguintes termos:

"" Encontramo-nos, o que, diga-se, me surpreendeu vivamente, perante uma poetisa de talento raro e, porque não dizê-lo, de talento específico. É difícil inscrever o seu estilo num modelo literário “clássico” ou mais tradicional. Não porque fuja à escrita poética formal, a que toda a poesia contemporânea nos habituou, mas porque nela se cruzam sempre num excesso do real, do simbólico, mas também do romântico.

Algumas partes dos seus poemas podiam ser, por exemplo, de Florbela Espanca.

Ama-se, porque amar tudo transforma.
Ama-se, porque só o amor nada deforma…

Ama-se, para se suportar e à vida dar sentido.
Vive-se, para se amar um amor bem vivido…

Outros, evocam a dimensão pessoana:

Tão estranho é o que sinto…
Muito mais ainda o que não sinto. ..

Outros, ainda, a interrogação da poesia de Eliott:

As nossas escolhas,
as nossas opções.
Como as fazemos?

Quem as faz?

Temos, no entanto, a sensação de que Helena Bandeira não repega autores, estilos, nem se compraz no rebuscamento da letra e da palavra. Tem-se até a sensação contrária.
De poemas que lhe saem inteiros, “ feitos”, como se de gritos de alma se tratasse, mas adquirindo a forma de verso, o acto poético, a metáfora necessária.

É também visível em Helena Bandeira uma elaboração do sofrimento emocional da perda, do ciclo de ida e vinda do objecto perdido, perdido mas ganho pela procura do sentido daquilo que, muitas vezes, parece não ter sentido.

Helena Bandeira, mais do que poetisa, fez-se poetisa. A vida fê-la aprender a soletrar a dor, o desespero e a saudade, mas também a exaltante alegria do amor.

Saudemos, por isso, esta obra que fala e diz, como poucas, da essência da condição com o Outro, da condição sem o Outro, da condição face ao Outro ""

Este livro também está divulgado no Brasil.

O " RECANTO DAS LETRAS " fez-lhe a seguinte referência num artigo que publicou em 20 de Fevereiro último.

"CREPÚSCULO DA ÁGUA - Helena Bandeira

Recebemos da poetisa portuguesa Helena Bandeira o livro "Crepúsculo da Água", prefaciado pelo Prof. Carlos Amaral Dias.

Muito bem impressa e bem organizada, esta bela obra tem como tema o amor; e reflete sentimentos de perda da autora em quase todos os poemas.
Não da perda do seu amado para outra mulher, mas da separação a que todos os humanos são submetidos nesta vida breve e fugaz..

A poesia de Helena Bandeira é acredoce, nostálgica, e, ao mesmo tempo, reveladora do grande amor que ela guarda em seu coração. Deste belo livro, pinçamos um poema que ilustra este artigo.

TENHO PRESSA!...
Helena Bandeira

Creio que tenho pressa de partir...
Porque a sós comigo,
Facilmente consigo
Ver que este desejo sinto a sorrir!

Creio que não parto duma muito clara
Razão, nem dum nítido motivo aparente
Para esta pressa sentir...
Mas um lampejo atravessa minha mente
E, muito claramente,
Me aponta o caminho para subir!...

Será porque sempre em ti penso
Que o meu desejo profundo e intenso,
Se infiltra, pouco a pouco,
E cada vez mais louco,
Assim me convida para contigo me unir?...

Talvez...
Mas as únicas realidades
São as duas únicas verdades
Que nada desfez...

A certeza viva e firme de que sempre te amarei...
A dor pela certeza de que jamais te alcançarei!..."

Ricardo De Benedictis

IN Recanto das Letras a 20 Fevereiro último.

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Veja os últimos 5 tópicos:

UM OLHAR... ---->


Meu olhar
noutro olhar mergulhar,
como eu queria...

Mas preciso seria que esse olhar
tivesse do Amor a magia,
da ternura o perfume,
da paixão o delírio
e do desejo, um eterno lume...
Um olhar com a pureza do lírio
que a cada beijo, se deixasse orvalhar!

Um olhar, que olhando, me visse,
me compreendesse e sentisse.
Que contivesse o mágico segredo
das coisas raras...
Que desfizesse o desencanto e o medo
de mil caras!

Um olhar sereno e amante,
onde o meu mergulhasse
e lá ficasse, pleno e confiante...
 

LAMENTO... ---->


Agreste, impiedoso,
sopra o vento...
Arrogante, imperioso,
surdo e violento.

Estes uivos de ventania
já ouvi antes.
Não sei quando nem onde,
só sei que era dantes,
nas horas de agonia!
E a visão se me distorce...
E a alma se me contorce
numa dor que já não esconde!

Dos fiapos de alegria
entretecidos de paixão e dor
sobejou a nostalgia
e os restos dum grande Amor...

Agreste e impiedoso,
sopra o vento...
Do que ele mais poderoso...
Só o meu lamento!...
 

MARASMO... ---->


E agora,
que a mudança se aproxima,
eu só penso em ir embora,
mais para lá, mais para cima!

Mas, tão apenas comigo,
não o consigo...
No marasmo estou a mergulhar
e com sarcasmo, começo a gargalhar!
Quero ir, quero ficar,
nada quero do NADA que sou...
NADA retenho
do que não tenho,
só não quero este “restar”

E continuo a rir
de tudo o que foi, do que não foi
e que hoje só me fazem sorrir
p´ra calar a dor que tanto dói!

E continuo a rir...
Afinal, não estou a subir...
Sinto-me a cair, a cair, a cair!...
 

BORBOLETAS...VIOLETAS... ---->


Borboletas...
Violetas...
De belas flores
sublimes odores...
É a Primavera a chegar,
é algo p’ra desassossegar
meu pobre coração esvaído!
Meu corpo débil, contraído,
lembra o que já esqueceu
e sofre. Tanto...que adoeceu!
Todo o meu Ser vacila,
a Lua... já não cintila.
Nem o Sol já me aquece
e quando a noite aparece
nem as estrelas eu vejo...
Adormecido meu desejo,
surgem imagens esmaecidas
de loucuras não esquecidas...
São corpos unidos suados,
corpos e almas entrelaçados
numa fusão inesquecível!
Mas tudo...tudo é perecível!
Violetas...
Borboletas...
Belas flores
e até os maiores Amores!...
 

LONJURA... ---->


Lá longe, já pela noitinha,
um triste latido, um uivo de cão
e na lonjura que é só minha,
indícios de furacão...

Ambos se fundem em meus ouvidos,
interferem nos meus sentidos
que entram em convulsão.
É a angústia que se desenvolve,
que me tolhe e toda me envolve
em infinda agitação!

São os sonhos que não sonhei,
são as esperanças que ruíram.
São os amores que desdenhei
e os desejos que já fugiram...

Mas subsiste uma morna sensação
que me deixa saudosa e tão sozinha!
E me aninhando na emoção...
entro na lonjura que é só minha!....
 
 
 
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