LILITH - EM NOME DO PAI.
  LILITH - EM NOME DO PAI.
 
:: Início
:: Contactos
:: Links Úteis
 Últimos tópicos:
LANÇAMENTO DE LIVRO
O ANO QUE VEM / EM JERUSALÉM...
LILITH - EM NOME DO PAI - TRECHO
 
 



LILITH - EM NOME DO PAI

Entrevista com a autora.

Tânia Mara Pavon
15/06/06

P = Pergunta
R = Resposta

P: Duas perguntas eu tenho que fazer - uma: Quem é Lilith? - e a segunda: Lilith é você?
R: Lilith é a própria alma feminina da Terra. É um ser de verdade, real, pois confunde-se com a própria história espiritual da humanidade. Era (ou é) um Anjo, companheira(alma gêmea) de Lúcifer, o Anjo mais amado de Deus. Quando ele caiu ( foi lançado na Terra) ela renunciou a tudo o que possuía, seus dons, por amor a ele. Lançou-se, rtiginosamente, na mesma direção e, contam as más línguas, que tornou-se a primeira mulher de Adão, antes de Eva. em, quanto a eu ser Lilith,t oda mulher almeja isso; e toda mulher o é. Umas mais, outras menos. Lilith é o ideal que todas nós buscamos: a presença feminina que reina, que é soberana em si mesma, que não aceita o domínio, que anseia por liberdade, dona de uma inteligência sempre disposta a aprender cada vez mais. Apesar das más línguas...
P: Lilith,então, é a mulher perfeita?
R: Sim.E não. Sim porque até mesmo Eva foi criada à sua semelhança.Todas as mulheres buscam essa perfeição, esse autodomínio. Inconscientemente o buscam e ela (Lilith) pode facilmente ser encontrada no inconsciente de todas elas. Mas, ela tem um ponto fraco. E esse ponto fraco está em todas nós. Ela crê, e aí está a chave de todo o seu problema, ela crê (esta é a sua fé) que não pode viver sem aquilo que chama de amor. No dia em que ela descobrir que o amor é apenas mais uma corrente para uma prisão virtual, e talvez, ela já o esteja descobrindo, vai poder ser feliz, finalmente.
P: Você quer dizer que o amor é um pecado que aprisiona? É errado amar?
R: O amor enquanto sentimento. Todo sentimento aprisiona e o amor é o pior de todos, pois está camuflado; nos faz acreditar que precisamos de alguém, de alguma coisa, que não podemos "ser", simplesmente, que necessariamente temos de "ter","possuir". E não adianta dizer que o amor liberta, quem ama exige a presença do outro e, se não a tem, sofre; o sofrimento é a Bastilha do inconsciente.

n.a.(nota da autora): Bastilha era uma velha fortaleza que servia de prisão; símbolo do poder absoluto dos Bourbon, na França. Sua queda ocorreu em 14 de julho de 1789, detonando a Revolução Francesa.

P: Mas, desculpe, devo insistir nisso, a fé cristã nos diz que o amor liberta, não é o que está escrito na Bíblia?
R: Aí vamos entrar no campo religioso, e, no campo religioso ainda nos encontramos na mesma eterna Guerra Santa: cristãos contra muçulmanos, contra judeus, contra hinduístas, brahmanistas, budistas, etc.,etc,. etc. Deus está querendo nos dizer alguma coisa com a Bíblia, mas, infelizmente, não podemos compreender suas palavras pois, qual um trovão que vem ganhando as distâncias, só percebemos sons quebrados, sem ouvir a música, se é que ela existe. Nessas horas lembro-me sempre do cientista Carl Sagan e sua explicação do Mundo dos Planos. Mais ou menos assim: Era uma vez um Mundo dos Planos, onde todos tinham a altura de uma lâmina, baixinhos mesmo, e só o que conseguiam ver era o que fazia parte dessa dimensão plana. Certo dia, uma maçã desceu ali (acho que a estória é mesmo essa) e tudo o que eles conseguiam enxergar era a fatia plana dessa, digamos assim, aproximação. Ele usava essa estória para ilustrar a existência (ou não) de alienígenas, mas eu a uso para as coisas que dizem respeito a Deus. As criaturas planas só enxergavam a fatia que lhes era correspondente, que se encontrava na altura deles mesmos. Não viam a maçã como uma maçã, em sua plenitude tridimensional, pois tudo o que podiam perceber estava de acordo com eles mesmos e seu mundo particular.
Somos humanos e tudo o que podemos compreender das coisas divinas, daquilo que se refere a Deus, é o que se encontra de acordo com a nossa "humanidade", nosso Mundinho de Humanos. Deus fala conosco, mas só entendemos, sons partidos, de um trovão sem significado, sem música, apenas ruídos.
Não querendo fugir da pergunta, acho que o amor só liberta quando, verdadeiramente, quisermos para os outros aquilo que queremos para nós mesmos. Certamente aí está a verdadeira essência de Cristo, literalmente o oposto de Lúcifer, na totalidade do conjunto de todos nós, e não na particularidade do indivíduo. Quando pensamos em amor pensamos em nós mesmos, no nosso prazer pessoal, na satisfação do nosso individualismo, tanto físico quanto espiritual. E, cada vez que fazemos isso, colocamos cadeias(correntes) em nós mesmos, e nos outros.
P: Enfim, todo pecado é uma transgressão, e toda transgressão pressupõe uma punição, não é isso? Então, se o pecado de Lilith é o amor, qual é o seu castigo?
R: Seu castigo tem sido a tortura dessa prisão particular, sempre buscando encontrar o objeto do seu amor, e jamais encontrando-o. Um castigo que parece ser eterno, uma verdadeira estória-sem-fim até que ela, bem, é melhor que todos leiam para saber o final da história. Depois voltamos a falar no assunto. A busca de Lilith é a busca de cada criatura humana e, se não quisermos ser penalizados, eternamente, pela nossa transgressão, devemos fazer o que ela fez. É a única salvação possível. Este é o verdadeiro caminho. E não é preciso sermos cristãos, judeus, muçulmanos, etc., para compreendermos isso. É facil porque Deus é misericordioso. Sabe que não adiantaria nos conceder uma sequência de trovões para que a entendêssemos como música. Ele é bom. Deus é bom. Nos compreende mesmo que não possamos compreendê-lo. Não vem a nós, pois sabe que nos assustaríamos. Espera que andemos até Ele. Espera por nós. Quanto tempo poderemos viver; cem anos?Podemos passar cem anos nos escondendo, com medo de trovões, por causa do nosso pecado? E depois? Depois é o fim, e o fim virá, certamente, mas não Deus, pois é nossa a tarefa de ir até Ele, e Ele está esperando por isso.

FIM DA ENTREVISTA

Veja os últimos 5 tópicos:

LANÇAMENTO DE LIVRO ---->


COMPRE E GANHE UM AUTÓGRAFO

www.protexto.com.br
 

---->
שי גבסו תגידי לי את

SHAY GABSO / TAGIDI LI AT.
 

---->


P: PERGUNTA
R: RESPOSTA

P: Em primeiro lugar eu gostaria de saber em que momento você decidiu escrever Lilith - Em Nome do Pai?

R: Eu estava sentada, na frente da minha casa, na escada, olhando o pôr-do-sol, como sempre fazia, quando a idéia toda surgiu na minha mente e eu soube como seria, como terminaria.

P: Mas é seu primeiro livro. Tornou-se escritora da noite para o dia?

P: Quando eu tinha sete anos de idade todos me perguntavam o que eu iria ser quando crescesse. E dizia que seria professora e escritora. Eu sempre soube o que seria. Quando terminei a Universidade, em 1978, falei com DEUS, “e agora, SENHOR?" Eu me formara em Letras, passara a maior parte do tempo enfurnada na Biblioteca da Universidade, pesquisando, e, simplesmente, não sabia escrever. E não era uma Universidade qualquer, não. Era a UNESP, uma das melhores do país. Mas, tudo o que eu escrevia era lixo e eu me sentia muito mal por isso. Tive de esperar treze anos para aprender a escrever. Naquela tarde, durante o pôr-do-sol do dia 10 de setembro de 1991 eu soube que escreveria a verdadeira história de Lilith. No entanto, perto do Natal, tudo o que eu tinha eram horríveis rascunhos do que era para ser a mais linda história da galáxia. Era Natal, eu queria muito ganhar de presente uma espécie de abajur de sala, uma peça, relativamente, cara, pintada à mão. Estava sonhando com isso durante muito tempo. Não tínhamos muito dinheiro e eu tive de escolher entre a lâmpada maravilhosa e uma máquina de escrever, reformada e de segunda mão. A necessidade falou mais alto. Escolhi a máquina. No dia dois de janeiro de 1992, comecei a escrever Lilith - Em Nome do Pai.

P: De repente, assim, de um dia para o outro?

R: Se você prefere colocar desse jeito, sim. Meu processo de criação para esse livro foi muito interessante. Eu sou muito disciplinada. Escrevia todos os dias. Acordava, de manhã cedinho, escrevia o rascunho de um capítulo inteiro, em papel reciclado (árvore é um bem muito precioso), à tarde eu ia para a máquina e o capítulo saía pronto. Eu programara tudo, todos os prazos que eu deveria cumprir para que estivesse terminado na data certa, o dia da microfilmagem, a época de enviar para as editoras. Cumpri tudo à risca. Não escrevia aos sábados, nem aos domingos. Era frustrante. Amava muito as segundas-feiras.

P: Mas, a publicação não veio.

R: Pouco antes do Natal de 1992, a editora me respondeu, com uma carta cheia de elogios, que não seria possível uma publicação naquele momento. Culparam o Plano Color, eu acho. Acredito que tiveram medo de arriscar seu prestígio em uma história tão forte como é a história de Lilith. Você pode imaginar o péssimo Natal que eu passei. Decidi que não era hora. Fiz um livro para mim, com uma capa dura, guardei na gaveta e fui viver a minha realidade sofrida. Outros treze anos se passaram até eu resolver que era o momento. Mas, o mundo estava diferente, virtual. Escolhi a editora e eles me pediram para colocar tudo em arquivo. Eu tinha curso de computação, mas não tinha computador em casa. Demorei mais tempo na Lan-House, reescrevendo, do que levei para escrever a primeira vez. Cada vez que eu avançava alguns capítulos, o disquete travava, não abria, e eu perdia tudo o que havia feito. Eu comecei a achar que tudo conspirava contra mim, mas, na verdade, foi maravilhoso reescrever Lilith - Em Nome do Pai. Eu ficava, o tempo todo, ligada na 91 FM, de Israel, me apaixonei por uma voz que cantava o que parecia ser ( e era) o hit do momento, uma canção que eu programava para tocar umas dez vezes seguidas e depois eu programava de novo. Ficou sendo a trilha sonora de Lilith - Em Nome do Pai. Eu não entendia Hebraico, não sabia quem estava cantando, nem que canção era aquela. Às vezes, eu deixava na rádio, ao vivo, a atmosfera de Israel atingia a alma da minha história, era como se eu estivesse lá, de verdade.

P: Você parece muito apaixonada.

R: Eu já havia me apaixonado por Israel, da primeira vez, mas, dessa vez eu amei Israel com todas as forças do meu coração. Agora, Israel tem um rosto, e um corpo. Eu encontrei o Israel físico, depois de ter amado tanto o espiritual.

P: Deixa que eu me situe, estamos, então, no ano de...

R: Dois mil e seis. Entre idas e vindas, disquetes quebrados, etc., quase um ano. Mal pude acreditar quando consegui enviar o arquivo. A editora levou mais um ano sem me responder (2007). Perdi a paciência, enviei um e:mail pedindo uma resposta, porém já estávamos em janeiro de 2008. Não vou entrar em detalhes, mas, finalmente, encontrei o melhor caminho para a publicação, em uma outra editora.

P: E quanto às mudanças? No que Lilith está diferente?

R: Sua integridade física está mantida. Mas, na primeira vez, a imagem de Israel era uma imagem romântica demais, quase pobre. O mundo evoluiu, as transformações vieram; minha visão se abriu. Israel (por favor, estou falando do Israel judaico, apenas) é um país próspero, rico, avançado em tecnologia. Tudo está igual, mas, pinceladas estratégicas foram colocadas para tentar passar a verdadeira face do país. Espero ter sido bem sucedida. A verdadeira mudança ocorreu, mesmo, no último capítulo. Acontece que, no mito de Lilith, a profecia que existe sobre ela não determina como sua história termina. Esotericamente existe uma incógnita a esse respeito. Eu mudei, o mundo mudou, Israel mudou, não é difícil pensar que Lilith também tenha mudado. Lilith é a própria mudança, sempre. Ela é um ser mutante, nunca se conforma com a situação, buscando pela felicidade a todo preço. Creio que eu tenha usado o dom da palavra para ajudá-la a encontrar o que estava procurando.

P: (Ufa!) Creio que você já disse tudo. Existe alguma coisa que deva ser acrescentada?

R: É assim mesmo, estonteante. Ninguém que entre em contacto com esse livro vai poder dizer que continua a ser a mesma pessoa. É uma história para corajosos. Aconselho mesmo a quem não seja predisposto a mudanças que se abstenha. Eu sempre disse que este livro é como "As Vestes Novas do Rei". Sabe aquele conto de Hans Christian Andersen, em que todo mundo afirma que as roupas novas do rei (que, na realidade, não existem) são as mais maravilhosas do mundo por medo de ser tomado como tolo ou incapaz? Refiro-me a esta fábula não no sentido de não existir ou não ser, de fato, belo, mas no sentido de provocar a mente das pessoas para uma reflexão sobre tudo o que existe por aí, no mundo, e se encontra estabelecido como verdade.
 

O ANO QUE VEM / EM JERUSALÉM... ---->


Tânia Mara Pavon
(gerenciar) 01/06/06 O ANO QUE VEM...
O ano que vem, em Jerusalém...
Assim começava uma antiga canção, cantada por ocasião da Páscoa Judaica, quando o povo judeu estava no exílio, na diáspora.
Assim começa o poema de amor que encabeça a história de LILITH - Em Nome do Pai.
 

LILITH - EM NOME DO PAI - TRECHO ---->


LILITH- Em Nome do Pai


TRECHO



PROIBIDO POR CONTRATO
 
 
 
Cria aqui o teu Site Grátis!       Create your Free Website! Denunciar este site  |  Publicidade  |  Sites Grátis no Comunidades.net