...a magia das palavras...
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Ilusão... ---->


Regresso então à Paz de outros tempos. Daqui de onde estou, consigo enfim avistar o lago de águas calmas e profundas onde me deitei contigo.
O sonho. O dislumbre de uma dança enluarada que brindou o fim de mais um dia inventado. Uma história. Poderia ser ilusão se o lugar não fosse este, o nosso, o lugar que esconde e acende o caminho refelctido de uma intensa noite de Amor.
Um pedido. Espelha-te na superficie macia e calma da minha pele. Navega-me sem tempo entre as dobras quentes que o teu sopro de desejo agita em nós. Fica e aquieta a profunda ebulição que ao fundo de mim encontras.
Um mergulho na alma, um trejeito de seda, uma carícia molhada que na margem do vento sussurra o instante em que te sonhei ali, a sós, perdida entre a pacífica quietude do lago e a veloz corrente do rio que me fez ficar à tua espera!
Esperei, e tu não vieste, afinal... nunca tinhamos partido...
 

Como Eu Gostava... ---->


Gostava que as palavras fossem dedos que se enlaçam entre as tuas mãos.
Gostava. Gostava que escrever-te fosse como sentir o que já senti e o que nunca senti. As palavras são apenas voos rasos entre recordações que ainda não tivemos. O que sinto não se faz em palavras, não se desenha em telas, não se toca nas melodias do pensamento fugitivo.
Gostava. Gostava que o tempo fosse carícia que me aquieta sempre que ao longo da pele dos dias quando não te encontro nos meus olhos. A alma pede. A alma evita. A alma fica. As palavras travam. A voz silencia.
Gostava. Gostava de poder sentir-te nestes abraços intensos de divagações que o coração me empresta de ti. O coração... aquele me aperta o peito e me desfaz a razão em pulsações descontinuadas.
Gostava de parar. Gostava de sentir o vazio da vida e preencher-me apenas de ti.
Gostava... gostava de olhar para ti e dar-te em silêncio todo o Amor que fervilha dentro de mim...
É.
Gostava...
 

A sós... ---->


É quando procuro a tristeza que percebo que faz parte de mim. Sempre fez. É quando penso que fujo dela que ela mais me aperta e me puxa a si. Choro, choro-te na vontade própria de uma criança que deseja um mundo inteiro. Abraço-te tristeza minha, abraço-te se me abraçares e entranhares no brilho baço do meu pensamento. Preciso do aconchego dos teus braços vestidos de lágrimas e prantos solitários onde o silêncio é o mote de cada instante nosso. Preciso olhar a tua mágoa e sentir o grito que em mim assombra o triste sorriso fingido. Olha-me nos olhos e abarca-me nas tuas mãos sem tempo nem história para contar. Que interessa o tempo quando a alma é eterna, quando o sentimento é linha traçada sem começo nem fim. Não consigo esticar o céu, não cabe em mim o tamanho-noite do teu toque negro, nem o espaço interessa quando o que sou é nada dentro de outro nada feito de nada.
Não me deixes, tristeza mansa. Não me largues serenidade rasa, aperta-me a mão e faz-me chorar contigo em corrente lenta contrária ao rio da vida.
Não me deixes só...
 

Pressinto... ---->


Procuro o aconchego das tuas lembranças. Ao abandono da vida aninho-me quieta ao colo do nosso tempo. Deixo-me embalar contigo em mim, numa dança ausente onde só os olhos fechados conhecem os passos.
Sonho o teu olhar no espelho dos meus, a tua lingua no toque da minha, um rodopio de desejo que as minhas mãos acordam e afagam entre os meus cabelos.
Pressinto o teu cheiro que me perfuma, um sussurro que me envolve a cintura e desliza entre os meus lábios secos de ti. Olhos nos olhos, peito no peito, recordo a musica, o doce som do silêncio que o nosso amor faz acontecer.
O querer quente do beijo desperta e toca o roçar leve da minha face sobre o meu ombro. Suor , poção de prazer que guardo sob a minha pele que foi tua, é saliva nossa que tatua a tez da saudade.
O sorriso que escuto é um sorriso vindo de ti, é a resposta que me seduz sabendo que também tu ao sorrir ouves a musica que nos embala nesta dança ausente de nós...
 

Nasce o dia... ---->


As bocas desorientadas, perdem-se na ansia das línguas molhadas e inquietas, as mãos enlouquecidas e trementes, guiam os movimentos dos corpos sedentos, que se deslizam e tacteiam, na avidez do desejo de se terem, muito para além dos sentidos.
Num sorriso cúmplice, preenchido de luxúria, contemplamo-nos, os olhos, calados pelos lábios que se querem tocar, sussurram um ao outro, palavras de Amor que não se escrevem, porque não existem para além de nós.
Completamente perdidos na essência um do outro, transpões-me a alma e invades-me carinhosamente o íntimo, numa conquista mútua de sensações únicas, que nos fazem estremecer o âmago, e disparar o pulsar alucinado da nossa paixão. Selamos o momento com um abraço envolvente, que nos funde e nos une, como se fossemos um só.
O delírio pungente, lateja por toda a nossa pele, a mente desassossega-se, alvoroça-se o nosso sentir, e o êxtase chega de mansinho, serenamente, como o dia que começa a clarear a noite, para lá da linha do horizonte...
 
 
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